Vacina contra gripe te protege do vírus por um ano

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Acompanhar as mutações do Influenza é fundamental para o método preventivo ser eficaz

A vacina contra a gripe desponta como a melhor maneira de evitar o aparecimento da doença que ataca as vias respiratórias, provocando febre alta, dores no corpo e dores de cabeça.

Dúvidas sobre sua efetividade, no entanto, geram polêmica. “A vacina que é efetiva este ano pode não controlar a atuação do vírus no ano seguinte. Isso acontece por causa de suas constantes mutações. O Influenza não é como o vírus do sarampo, por exemplo, que você pega a doença ou se protege apenas uma vez na vida”, esclarece Marco Aurélio Sáfadi, infectologista e professor da Santa Casa de São Paulo.

O especialista destaca ainda que o sucesso da vacina gira em torno de 40 a 70%. Ele reforça que para que as estimativas de eficácia cheguem mais perto dos 70%, a vacina precisa ser tomada anualmente, acompanhando as mudanças do vírus. Mas, a porcentagem também depende da resposta protetora do organismo, que varia conforme a fase da vida. “Crianças e idosos não apresentam um sistema imune tão eficiente”, constata.

De acordo com o infectologista da Santa Casa, a recomendação de vacinação é redobrada às pessoas que se encontram nos extremos da vida, ou seja, as crianças e os idosos. “Elas fazem parte do grupo de risco, em que as conseqüências da gripe são maiores”, ressalta. Na lista dos participantes do grupo de risco, Marco cita também pessoas com problemas respiratórios, como asma ou rinite, diabéticos e pacientes com cardiopatias graves.

Sobre a atuação da vacina, o infectologista explica que o sistema imunológico leva, em média, 15 dias para produzir os anticorpos contra o vírus Influenza. Quanto às contra-indicações, o médico tranqüiliza. “É uma vacina com excelentes margens de segurança, apresentando poucas reações. A restrição é feita a bebês com menos de seis meses e a pessoas com histórico de anafilaxia (reação alérgica grave)”.

Outro engano comum sobre a vacinação contra gripe diz respeito a seus efeitos colaterais. Marco Aurélio garante que eles não existem. “As estações mais frias do ano são as mais indicadas para a vacinação. A época também é mais propícia ao contágio de outras infecções respiratórias, como o resfriado , conta. Portanto, se alguns sintomas aparecerem depois da vacinação, certamente não são causados por ela. A vacina é composta do vírus morto e não é capaz de desencadear a doença”, completa o especialista.

Os interessados na vacina devem procurar um posto de saúde ou uma clínica de imunizações. O governo disponibiliza a vacina gratuitamente àqueles que fazem parte do grupo de risco. No entanto, “a recomendação é feita a todos aqueles que querem se proteger, sem exceção”, enfatiza Marco Aurélio.

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