Adoçantes: Sucralose

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Sucralose é um adoçante artificial obtido a partir do processamento do açúcar de mesa convencional (obtido da cana de açúcar ou beterraba). Ao contrário do açúcar, no entanto, a sucralose não é degradada pelo corpo e não serve como fonte de energia.

Através de uma série de etapas, três grupos de hidrogênio-oxigênio da sacarose são substituídos por três átomos de cloro, e o resultado é a sucralose, uma substância extremamente doce e que tem o sabor do açúcar, mas que praticamente não contém calorias.

Assim como uma série de outras grandes descobertas dos últimos tempos, a sucralose tornou-se conhecida quase que por acaso. Segundo relatos, em 1976 um estudante estrangeiro que auxiliava em pesquisas no King´s College de Londres confundiu uma ordem de seu então supervisor, o professor L. Hough.

Hough estava pesquisando sobre possíveis aplicações industriais para a sacarose, o açúcar extraído da cana de açúcar e da beterraba, e produziu alguns derivados do carboidrato em laboratório.
Um destes derivados obtidos a partir da sacarose era justamente a tricloro-sacarose, um tipo de sacarose formado a partir da adição de três átomos de cloro. Ao ouvir de seu instrutor que deveria testar (do inglês “test”) a substância, o jovem estudante confundiu-se com o idioma e entendeu que deveria experimentar (“taste”) a nova formulação.

O resto é história, já que a suposta confusão levou à descoberta de uma das substâncias mais doces conhecidas pelo homem.

Embora seja derivado do açúcar, o adoçante sucralose não é natural, pois possui uma estrutura química que não existe na natureza.

Alguns anos atrás, inclusive, os fabricantes do produto nos Estados Unidos foram processados por utilizarem o slogan “Feito a partir do açúcar, então tem gosto de açúcar”. A afirmação daria a entender que o produto é natural, o que não reflete a realidade.

O slogan foi eventualmente alterado para “É feito a partir do açúcar. Tem gosto de açúcar. Mas não é açúcar”.

É exatamente por não ser reconhecido pelo organismo que o adoçante sucralose não engorda, uma vez que o corpo não pode absorver aquilo que desconhece.

Isso torna a sucralose virtualmente ausente de calorias, já que a substância passa quase que intacta pelo sistema digestivo. Caso fosse absorvida, a sucralose passaria por um processo de metabolização e já não seria mais “zero calorias”.

O benefício mais evidente da sucralose é exatamente seu valor energético, o que a torna uma alternativa interessante para quem precisa reduzir o consumo de açúcar mas não consegue ficar sem o sabor adocicado.

Quando parte de um programa de reeducação alimentar, a sucralose ajuda a emagrecer e pode ser uma grande aliada no combate à obesidade.

Para efeito de comparação, uma lata de refrigerante contém, em média, 54 gramas de açúcar, ou o equivalente a 11(!) sachês. Como a mesma bebida adoçada com sucralose contém zero calorias, optar pela versão diet do refrigerante pode resultar em quase 20 kg (considerando-se o consumo de uma lata de refrigerante todos os dias do ano) a menos de açúcar para o corpo metabolizar.

Quando comparada a alguns dos principais tipos de adoçantes no mercado, a sucralose possui as seguintes vantagens:

    • Não deixa sabor residual tão acentuado;
    • Adoça mais com uma quantidade menor do produto;
    • Pode ser aquecida sem apresentar alteração de sabor;
    • É considerada até o presente momento o adoçante artificial mais seguro à venda.

O primeiro ponto a ser notado na discussão de que adoçante sucralose faz mal ou não é o fato de que, como o nome já indica, todos os adoçantes artificiais são manipulados em laboratório, e portanto nenhum deles é exatamente natural.

Tendo isto em mente e considerando-se que as principais marcas surgiram nos Estados Unidos, sabemos que todos eles só podem ser comercializados mediante a aprovação da FDA, a agência reguladora norte-americana conhecida pelo seu alto rigor na análise de quaisquer novas substâncias.

Para ser liberado pela FDA para comercialização, os fabricantes da sucralose precisaram encaminhar para o órgão governamental mais de 100 estudos atestando a segurança da substância.

O que dizem esses estudos que garantiram a liberação da sucralose para uso comercial:

  • A substância é inerte, ou seja, não é absorvida e não interfere com nossos processos metabólicos habituais;
  • A sucralose não possui efeitos colaterais conhecidos;
  • Não é tóxica;
  • Não interfere com o metabolismo dos carboidratos;
  • Pode ser utilizada por diabéticos porque seu consumo não causa alterações nos níveis de glicose e insulina na corrente sanguínea em curto prazo.

Atualmente o adoçante está liberado para uso em mais de 80 países, tendo sido também aprovado pelo comitê científico alimentar europeu (SCF) e pela Organização Mundial da Saúde. O uso da sucralose é também apoiado pela Associação Americana de Diabetes e pela Academia de Nutrição e Diabetes.

A sacarose é uma das substâncias mais testadas em todo o mundo, já que é hoje um dos adoçantes mais consumidos ao redor do globo. Esse fato por si só já seria suficiente para despertar a atenção dos concorrentes, que seriam os primeiros a questionar a segurança da sucralose a fim de minimizar a perda de uma generosa fatia de mercado.

É aparentemente mais segura que a sacarina e o aspartame, e pode ser utilizada como em substituição ao açúcar nas dietas para controlar a obesidade e o diabetes.

Fonte: Mundo Boa Forma

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