Adoçantes: Sacarina

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Os adoçantes ou edulcorantes, são substâncias químicas, obtida de matérias primas naturais ou artificiais desenvolvidas pela indústria de alimentos. O poder de adoçamento é maior do que o da sacarose (obtida da extração da cana de açúcar). O objetivo destas substâncias de substituir total ou parcialmente o açúcar.

Adoçantes de mesa: produto formulado para conferir sabor doce aos alimentos e bebidas, devendo ser constituído por edulcorantes previstos na legislação e açúcar. Não é indicado para diabéticos.

Adoçantes dietéticos: produto formulado para dietas com restrição de sacarose, frutose e ou glicose para atender às necessidades de pessoas sujeitas à restrição da ingestão desses carboidratos. As matérias-primas frutose, sacarose e glicose não podem ser utilizadas em sua fabricação.

Inicialmente, os adoçantes foram formulados para atender as necessidades de diabéticos em substituição ao açúcar. Nos dias atuais os adoçantes também são utilizados em planos alimentares para perda de peso por em geral possuírem baixo ou nenhum valor calórico.

Atualmente existem 7 tipos de adoçantes liberados no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). A venda destes só ocorre após testes que confirmem a segurança de utilização em humanos.

Vamos ao primeiro da nossa lista, a Sacarina.

A Sacarina é um dos mais antigos adoçantes. Descoberto em 1879 por Ira Remsen e Constantine Fahlberg da Universidade Johns Hopkins

É uma substância artificial derivada do petróleo (tolueno mais ácido cloro-sulfônico). O nome escolhido Sacarina, derivado da palavra latina saccharum, que significava açúcar.

É usada como adoçante não-calórico, e na medicina quando é contraindicada a ingestão de açúcar. É trezentas vezes mais doce que a sacarose. A sacarina não é metabolizada, e é excretada sem alterações pelo organismo. Não existe comprovação da sua toxicidade em humanos, apesar de químicos não descartarem a possibilidade do consumo em excesso de sacarina estar ligado a casos de câncer.

Em 1884, Fahlberg patenteou nos Estados Unidos e na Alemanha um método de produção em grandes quantidades. Em 1886, Fahlberg iniciou em Nova Iorque a produção de 5 kg de sacarina por dia.[1]

Atualmente, a sacarina é muito utilizada como adoçante em refrigerantes de baixo valor calórico.

Quantas vezes adoça mais do que o açúcar? 200

Quanto equivale em colheres de sopa de açúcar (5 mg cada)? 16 mg

Quantas calorias por grama? 0 kcal

Qual a ingestão máxima diária? 5 mg/kg de peso corporal

Quais os efeitos colaterais? Pode aumentar o risco de câncer de bexiga e contém sódio.

A sacarina também não é o adoçante mais indicado para as mulheres grávidas. Isso porque o adoçante é permeável à placenta e difícil de ser excretado pelo feto. O resultado disso é o surgimento de alguns riscos ao bebê como a diminuição do crescimento do bebê e o aparecimento de tumores malignos.

Alguns grupos de saúde defendem que além das gestantes, bebês e crianças também devem ficar longe da sacarina, pois o adoçante pode causar reações alérgicas para esses três grupos. As informações são do National Health Service (Serviço Nacional de Saúde, tradução livre, NHS, sigla em inglês) do Reino Unido.

Nos anos 70, a sacarina foi alvo de uma polêmica quando um experimento afirmou que a substância poderia causar câncer em ratos. Entretanto, no ano de 2000, ela foi retirada da lista do governo dos Estados Unidos que trazia os nomes dos compostos suspeitos de causarem o câncer.

Segundo a Mayo Clinic, de acordo com National Cancer Institute (Instituto Nacional do Câncer, tradução livre) dos Estados Unidos, não existem evidências científicas consistentes de que adoçantes artificiais com venda aprovada possam ser causadores de câncer.

Fonte: Mundo Boa Forma

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