Adoçantes: Ciclamato

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O ciclamato, uma substância derivada do petróleo, foi descoberto em 1937 por Michael Sveda um estudante da universidade de Ilinois. Ele estava trabalhando na síntese de um remédio contra a febre quando colocou seu cigarro na mesa do laboratório. Ao retornar com o cigarro na boca descobriu o doce do ciclamato.

O ciclamato é o nome comum do ciclamatociclohexilsulfamato, identificado na indústria alimentícia com as siglas E 952. Ele é considerado uma substância adoçante ou edulcorantes que possui baixo ou inexistente valor energético, mas que proporciona ao um alimento o gosto doce. A ciclo-hexilamina é o principal metabólito do ciclamato de sódio.

Todavia, alguns estudos científicos mostram efeitos cancerígenos atribuído a essa substância. O ciclamato de sódio é usado como adoçante em refrigerantes, sucos, alimentos e suplementos alimentares. Sendo assim, você pode estar ingerindo grandes quantidades de ciclamato de sódio sem saber. Alguns alimentos e suplementos alimentares contém em sua formulação ciclamato de sódio para adoçar.

É um adoçante artificial, de 30 a 50 vezes mais doce que o açúcar.

Em 1958 foi aceito como “Usualmente Reconhecido como Seguro”, mas em 1966 um estudo reportou que o ciclamato produzia a Ciclo-hexilamina, composto tóxico em animais. Outro estudo em 1969 mostrou que o ciclamato aumentava a chance de câncer na bexiga em ratos. Um último estudo mostrava ainda casos de atrofia testicular em ratos.

Em 1969 o FDA baniu a venda do ciclamato nos Estados Unidos.

A ANVISA, no entanto, em seu informe técnico intitulado “Esclarecimentos sobre o uso do edulcorante ciclamato em alimentos”, diz que as normas brasileiras são regidas com base no Codex Alimentarius (Norma Geral de Aditivos Alimentares – GSFA), elém de outras. De acordo com o Codex, o limite máximo para o ciclamato é de no máximo 330 mg para crianças e 660 mg para um adulto de 60 quilos. A mesma norma cita que a dose de consumo diário máxima indicada é de 100mg por quilo, relativo ao efeito de atrofia testicular. O limite máximo de 1300 mg por quilo corpóreo, estabelecido em 2001, foi reduzido em 2008 para 400 mg por quilo corpóreo, de acordo com a RDC 18/2008.

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